Archive for the ‘Textos’ Category

Fome de amor

Date Posted: julho 23rd, 2009 Posted Under: Textos

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída ?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número de comunidades como:”Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”
Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém:

“vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”…

Antes idiota, que infeliz!

Arnaldo Jabor

Sobrevivência no emprego

Date Posted: junho 30th, 2009 Posted Under: Textos

Lição número um

Um urubu está pousado numa árvore não fazendo nada o dia todo. Um coelho viu o urubu e perguntou:

– Posso sentar como você e ficar fazendo nada o dia todo?

O urubu respondeu:

– Claro, por que não?

Assim, o coelho sentou-se embaixo da árvore e ficou descansando. Subitamente apareceu uma raposa que saltou sobre o coelho e o comeu…

MORAL DA HISTÓRIA: Para ficar sentado sem fazer nada, você precisa estar sentado muito, muito alto.

Lição número dois

O peru estava batendo papo com o touro:

– Eu adoraria ser capaz de chegar ao topo daquela árvore, suspirou o peru, mas não tenho força…

– Ora, por que você não come um pouco do meu esterco? replicou o touro… Ele tem muitos nutrientes!

O peru bicou um pedaço de esterco e verificou que realmente isso lhe dava a força necessária para chegar ao primeiro galho de árvore. No dia seguinte, depois de comer mais uns bons nacos de esterco, ele chegou ao segundo galho.

Finalmente depois de duas semanas comendo esterco de boi, de búfalo e de zebra, ele estava orgulhosamente empoleirado no alto da árvore. Imediatamente foi visto por um fazendeiro que atirou nele…

MORAL DA HISTÓRIA: Qualquer bosta pode levar você ao topo, mas não manterá você lá.

Lição número três

Quando o corpo foi criado, todas as partes queriam ser Chefe:

O cérebro foi logo dizendo: “Eu deveria ser o Chefe porque controlo todas as respostas e funções do corpo”. Os pés disseram: “Nós deveríamos ser o Chefe porque carregamos cérebro para onde ele quiser ir”. As mãos disseram: “Nós é que deveríamos ser o Chefe, porque fazemos todo trabalho e ganhamos o dinheiro”.

E assim foi com o coração, pulmões, olhos, até que chegou a vez do Cu falar. Todas as partes riram do Cu querer ser o Chefe. E foi daí que ele entrou em greve, bloqueou-se e recusou-se a trabalhar…. Em pouco tempo os olhos ficaram vesgos, as mãos crisparam, os pés se retorceram, o coração e os pulmões entraram em pânico e o cérebro teve febre. No final, todos concordaram. Todas as outras partes fizeram seu trabalho e o Chefe sentou e deixou a merda passar…

MORAL DA HISTÓRIA: Você não precisa de cérebro para poder ser um Chefe, qualquer cuzão pode ser.

Lição número quatro
Era uma vez um pardal cansado da vida…. Um dia, resolveu sair voando pelo mundo em busca de aventura. Voou até chegar numa região extremamente fria e foi ficando gelado até não poder mais voar e caiu na neve. Uma vaca, vendo o pobre pardal naquela situação, resolveu ajudá-lo e cagou em cima dele. Ao sentir-se aquecido e confortável, o pardal começou a cantar. Um gato ouviu o seu canto e foi até lá, retirou-o da merda e o comeu…
MORAL DA HISTÓRIA: Nem sempre aquele que caga em cima de você é seu inimigo; nem sempre quem tira você da merda é seu amigo; e desde que você se sinta quente e confortável, mesmo que esteja na merda, fique de bico fechado!!!

FINALIZANDO: “Não leve a vida tão a sério! Afinal de contas, nascemos de uma gozada e não adianta ser rico ou pobre, ter muita frescura, usar roupas caras ou andar moribundo, se o melhor da vida a gente faz pelado!”

O Guardião do Mosteiro

Date Posted: junho 30th, 2009 Posted Under: Textos

monge

Conto Zen

Por: Roberto Shinyashiki

Certo dia, num mosteiro Zen, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O mestre (monge superior) convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

O mestre, com muita tranqüilidade, falou:

- Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas:

- Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

Nesse instante, um dos discípulos sacou uma espada, olhou o mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e… ZAPT! Destruiu tudo, com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o mestre disse:

- Você é o novo guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.

Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço – um lugar indispensável para criar a vida.

Os orientais dizem:

“Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro jogar fora o chá para, então, beber o vinho.”

Ou seja, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho.

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em sua mente. Vai ficar mais fácil ser feliz.


Nunca confie na intuição alheia

Date Posted: junho 17th, 2009 Posted Under: Textos

Este inverno será muito frio?


Era  Outono e os índios de uma reserva americana perguntaram ao novo chefe se o inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave.

Tratando-se de um chefe índio da “era moderna”, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo; no entanto, para não correr muitos riscos, disse :

“Sim! Poderá ser muito rigoroso. Devemos nos preparar e cortar lenha suficiente para agüentar um inverno muito frio!”

Como também era um líder prático e preocupado, alguns dias depois teve uma idéia. Dirigiu-se à cabine telefônica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou:

“O próximo inverno vai ser frio?”

“Parece que este inverno vai ser muito frio” – respondeu o meteorologista de plantão.

O chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem ainda mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a telefonar para o Serviço Meteorológico:

“Vai ser um inverno muito frio?”

“Sim!” – responderam do outro lado – “O inverno vai ser mesmo muito frio!”

Mais uma vez, o chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem, sem desperdiçar sequer os pequenos
gravetos. Duas semanas mais tarde voltou a falar com o Serviço Meteorológico Nacional:

“Vocês têm certeza que este inverno vai ser mesmo muito frio?”

“Certeza absoluta!” – respondeu o meteorologista – “Vai ser um dos invernos mais frios da História!”

“Como podem ter tanta certeza?” – perguntou o Chefe índio.

O meteorologista respondeu:

“É que os índios estão cortando lenha que nem uns doidos”

O Bordado

Date Posted: maio 20th, 2009 Posted Under: Textos

bordado


Prof. Damásio de Jesus, é um dos maiores tratadistas do Direito Penal Brasileiro.

Procurador de Justiça aposentadoDiretor-Geral da FDDJ, Presidente e professor do CJDJ, Doutor Honoris Causa em Direito pela Universidade de Estudos de Salerno (Itália). Autor de mais de 20 livros publicados pela Editora Saraiva.


Em novembro de 2002 ele escreveu isso:


- Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando.


Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:


- Mãe, o que a senhora está fazendo? Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.


Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:


- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.


Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:

- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?

- Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?

- Por que estavam cheios de pontas e nós?

- Por que não tinham ainda uma forma definida?

- Por que demorava tanto para fazer aquilo?


Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:

- Filho, venha aqui e sente em meu colo.


Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!


Então minha mãe me disse:

- Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.


Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:

- Pai, o que estás fazendo?


Ele parece responder:

- Estou bordando a sua vida, filho.


E eu continuo perguntando:

- Mas está tudo tão confuso… Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.


O Pai parece me dizer: ‘Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e… Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.’


Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.


É que estamos vendo o avesso da vida!


Do outro lado, Deus está bordando…

Paradigmas Organizacionais

Date Posted: maio 14th, 2009 Posted Under: Textos

Saímos do SÉCULO 20 e estamos no SÉCULO 21 e continuam, os executivos e os consultores, a terem que administrar a turbulência, a incerteza, a rapidez das mudanças, a volatilidade dos capitais, da tecnologia, dos mercados e a emergência de novos valores e paradigmas que representam a passagem de um mundo antigo para o nascimento de um novo mundo. Convencionamos, quando falarmos da análise do antigo estaremos falando do SÉCULO 20, e quando falarmos da análise do novo, estaremos tratando do SÉCULO 21. Alguns amigos vão me lembrar, com certeza, que mal começamos o SÉCULO 21 e já me refiro ao anterior como o antigo SÉCULO 20. Mas é isso mesmo, todos nós estamos cientes de que atualmente o futuro chega mais rápido e que os cenários sócio-econômicos, da Economia Global, nos remetem às seguintes realidades:

  • Melhor e mais rápida comunicação; maiores e melhores redes de informação.
  • Transporte mais rápido e melhor.
  • Pesquisa, inovação e mudança tecnológica.
  • Integração econômica internacional; menos barreiras tarifárias entre as nações; formação de mercados e blocos econômicos.
  • Moedas interdependentes, com flutuação e influência recíproca.
  • Maiores fluxos de capitais globais; forte impacto dos capitais especulativos, com alta mobilidade.
  • Saturação de mercados domésticos dos países desenvolvidos e necessidade de exportação dos países em desenvolvimento.
  • Aumento do número dos países capitalistas: maior número de privatizações.

(mais…)

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