
Queridos amigos e amigas…
Esse post é para agradecer a companhia, o carinho, a fidelidade e a alegria que vcs me proporciona ao passar por aqui e deixar um pouco de si.
Que o espírito do natal esteja presente na vida de vcs, não somente no dia 25 de dezembro, mas todos os dias.
Ame o próximo, faça caridade, tenha humildade, ore pelo seu próximo, pois quando as pessoas estão felizes as luzes se acendem e nosso caminho torna-se iluminado e fácil de trilhar.
Desejo que Deus entre nos lares de cada um de vcs, entre na vida de vcs, proporcionando muita saúde, paz, alegrias e felicidades.
Obrigada por tudo, agradeço pelos amigos que fiz aqui e não tem presente melhor que esse!
Beijos e abraços!
Kel Ribeiro
Amor em uma lata de leite
Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes de uma favela – um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas de uma das ruas de São Paulo.
Estavam famintos: “Vai trabalhar e não amole”, ouvia-se detrás da porta; “aqui não tem nada neguinho…”, dizia outro… As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças…
Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes: “Vou ver se tenho alguma coisa para vocês… garotinhos!” E voltou com uma latinha de leite.
Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez
anos: “você é mais velho, tome primeiro… e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua”.
Eu, parado, como um tolo, contemplava a cena… Se vocês vissem o mais velho
olhando de lado para o pequenino…!
Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão: “Agora é sua vez. Só um pouco”.E o irmãozinho, dando um grande gole exclama: “como está gostoso!”.
“Agora eu”, diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. “Agora você”, “agora eu”, “agora você”, “agora eu…”. E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo… ele sozinho.
Esse “agora você”, “agora eu” encheram-me os olhos de lágrimas…
E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho começou a cantar, a dançar, a jogar futebol com a lata de leite.
Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria. Pulava, com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias, sem dar-lhes maior importância.
Autor desconhecido.
“Nada é pequeno no amor. Aqueles que esperam por grandes ocasiões para demonstrar a sua ternura ao próximo não sabem amar”.