A presença de Jeitosinha – Cap. XXVI
Data: 17/dezembro/2008por KelCategoria: Novela 1,143 Views

Jeitosinha entregou ao pai uma caneta e um pedaço de papel.
- Assine esta folha em branco.
- Ma-mas… Filha… Você sabe que eu não tenho nenhuma posse.
- Apenas assine!
Meio vacilante Ambrósio escreveu seu nome no papel.
- Pronto. Estou livre agora?
- Sim.
Disse a moça, sorrindo sarcasticamente.
- Tenha bons sonhos.
Jeitosinha foi para seu quarto e esperou pacientemente que todos voltassem para casa. A mãe, que sempre se envolvia nas atividades da Igreja, voltou de uma novena. Os irmãos foram chegando, um a um, se amontoando em volta da TV, como sempre faziam. Normalmente Arlindo, mais arredio, preferia ficar lendo em algum canto da casa, até que todos se recolhessem. Era a hora em que finalmente tinha a sala só para ele e ficava zapeando nos canais de TV.
No silêncio da madrugada, Jeitosinha aproximou-se de Arlindo, vestida como uma Diva do cinema. O longo vestido negro, que exibia seus ombros e expunha parte dos seios… A abertura lateral, por onde se podia ver furtivamente a longa extensão de sua perna esquerda. O par de luvas cobrindo os braços até além do cotovelo. Tudo remetia a inesquecível Gilda.
Arlindo surpreendeu-se com a maturidade da beleza da irmã, que trazia num copo uma dose de uísque on the rocks.
- Sabe, irmão, às vezes a felicidade chega até nós por caminhos estranhos…
- O que você quer dizer? Espantou-se.
- Quero dizer que encontrei meu verdadeiro “eu” no bordel de Madame Mary. E devo isso a você.
Jeitosinha sorveu um gole generoso de uísque e ofereceu o copo ao irmão.
- Beba comigo. Vamos selar com esta dose de uísque a paz entre nós.
Arlindo pegou o copo com desconfiança. Mas a irmã acabara de provar da bebida, descartando a possibilidade de que ele estivesse envenenado.
Nervoso, ele bebeu todo o líquido do copo, devolvendo-o à loira. Jeitosinha pegou uma pedra de gelo e passou provocativamente no pescoço e nos seios. Depois, debruçou-se sobre Arlindo, alisou sua coxa direita e, tocando os lábios em seu ouvido esquerdo murmurou:
- Amanhã, irmão querido, todos nós começaremos uma vida nova.
A loira disse esta frase enigmática e se retirou. O cruel Arlindo chegou a pensar que sua irmã estava tão desequilibrada, quanto o pai. Mas logo voltou a entreter-se com um barato filme de TV exibido pela Globo, antes de mergulhar em um sono profundo.
No hospital público, Adenaíra abria os olhos:
- Bru-Bruno… Pensei que tinha sido um sonho.
- Estou aqui. Estou te esperando. A frase brotou sem nenhuma convicção.
- Me-me esperando? Perguntou a nova irmã de Jeitosinha.
- Sim. Você precisa lutar. Precisa superar esta doença. Vou estar ao seu lado.
- Oh, Bruno! Você vai me dar uma chance?
- O tempo dirá. Por enquanto, prometo-lhe apenas minha atenção e minha amizade.
- Você não sabe como este simples fio de esperança me deixa feliz! Disse a moça, já com uma certa luz no rosto pálido pela febre.
Na manhã seguinte, Arlindo acordou no mesmo sofá onde bebera com Jeitosinha. Mas estava cercado por policiais e algemado. No comando da operação, a detetive Alessandra dirigiu-se a ele mostrando no semblante a realização pelo dever cumprido.
- Você está preso.
- Ma-mas… Eu não fiz nada! Espantou-se o rapaz.
- Qual a acusação?
- Assassinato!
- Não! O grito de Arlindo ecoou pela sala…
Quem morreu?
Tente juntar as peças e entender o plano de Jeitosinha! Últimos capítulos deste intrigante e macabro caso!
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Então…. quem ta seguindo a Jeitosinha desde o começo da pra ver q a mulher é foda e que a historia fica melhor a cada dia…!
Parabens Kel ta loko;)
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